Um desfecho amargo marcou a terceira rodada da Liga Europa, com o Maccabi Tel Aviv de Israel enfrentando uma derrota pesada. No entanto, o resultado do jogo tornou-se uma preocupação secundária na quinta-feira passada, dia 7, quando os torcedores israelenses que compareceram ao jogo na Holanda foram vítimas de ataques agressivos que deixaram cinco hospitalizados e resultaram na detenção de 60 holandeses.
Logo antes da partida contra o Ajax, de Amsterdã, a atmosfera ao redor do estádio já estava carregada de tensão. Houve várias provocações em apoio à Palestina. Vídeos do evento mostraram indivíduos mascarados levantando a bandeira palestina nas ruas, o que pareceu ser uma provocação apontada aos torcedores israelenses que haviam viajado para assistir ao jogo.
Em um discurso público, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse explicitamente que os torcedores foram alvo de um 'ataque antissemita planejado'. Ele também anunciou o envio de dois aviões para ajudar na retirada dos israelenses que ainda estão na Holanda após os confrontos, que se estenderam além dos limites do campo.
Além disso, o presidente Isaac Herzog manifestou-se em suas redes sociais, traçando um paralelo entre o acontecido e os ataques realizados pelo grupo Hamas, responsável pelo desencadeamento da guerra na Faixa de Gaza. O novo ministro das relações exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, planejou uma viagem diplomática à Holanda, e afirmou, em um pronunciamento, que esses eventos constituem um 'alerta para a Europa e para o mundo'.
Do lado da Holanda, o primeiro-ministro Dick Schoof também se manifestou publicamente, expressando seu repúdio aos ataques perpetrados por um grupo do seu próprio país. Ele assegurou ter reagido às notícias e imagens da violência em Amsterdã com 'repugnância', reforçando que esses atos são completamente inaceitáveis. O líder holandês entrou em contato diretamente com Netanyahu, prometendo a punição dos agressores.